equador, um novo passo

25/02/2009 § Deixe um comentário

Essa será a primeira vez em 30 anos que um presidente equatoriano poderá ser reeleito em pleno mandato. A culpa é da nova Constituição, aprovada em referendo popular em setembro do ano passado. É um texto novo, assim como novas serão algumas características das eleições que acontecem exatamente dentro de dois meses.

Antes sim se podia permanecer por mais de um mandato frente à presidência do Equador, mas não seguidamente. Antes também os tradicionais partidos do país se apresentavam sempre com muita força para as eleições. Agora, apenas dois figurões deram as caras para enfrentar Rafael Correa. Representam velhas oligarquias que detêm o poder econômico e que por muito tempo estiveram em posse do poder político nesta pequena república sulamericana.

Álvaro Noboa, por exemplo. Homem mais rico do país, é um magnata do negócio bananeiro. Vive em Guayaquil, maior cidade equatoriana. Essa será sua quarta tentativa de chegar à presidência. Em todas as outras (1998, 2002 e 2006) passou para o segundo turno. Ostenta as cores do azul e amarela do Prian – Partido Renovador Institucional Acción Nacional. Diz representar as ideias de democracia, liberdade de comércio e liberdade de imprensa. E se classifica como um político de equerda no social e de direita na economia, “para gerar produção e mercado”.

Os equatorianos também podem optar por Lucio Gutiérrez. Quem se lembra da onda de manifestações populares que atravessou o Equador em 2005 vai se lembrar que Gutiérrez era o presidente contra o qual o povo protestava. E que renunciou e fugiu de helicóptero depois de ver-se num palácio de governo completamente cercado pela indignação popular. Exilou-se no Brasil, nos Estados Unidos, na Colômbia e no Peru antes de resolver voltar ao país, onde foi preso, depois solto, e agora se candidata mais uma vez, outra vez pelo Sociedad Patriótica.

Antes disso, em 2000, Gutiérrez, que é militar, havia participado de um golpe de estado. E logo na sequência de derrubar o presidente, integrou um Triunvirato junto com um representante do movimento indígena e um jurista. Durou menos de uma semana no posto, porque a tríade foi vista com maus olhos pelos equatorianos, pela opinião pública internacional e pelas Forças Armadas.

Não é a oposição, portanto, que impedirá Rafael Correa de continuar mais quatro anos à frente do Equador. (cc)

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